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Índios espalhados nos muros da selva de pedra

 @Rhein Felippe, Felipe / AUTVIS
Índio ( 2012), na Avenida do Estado

 

 


Aos 26 anos, Felipe Rhein, filiado a AUTVIS, já tem muitas de suas obras espalhadas por São Paulo. Elas não estão nos museus ou nas galerias. As telas de Felipe são as paredes e os muros da cidade. Conhecido como KBLO, ele trabalha tanto com grafite como realiza intervenções urbanas. Atualmente, o “índio” é o trabalho mais executado pelo artista. A imagem tenta refletir duas faces de São Paulo: a positiva e a negativa.

 

A inspiração de Felipe vem da cidade. “O caos em que vivemos diariamente, a questão das minorias, e todos os problemas sociais me levam a sempre querer intervir”, diz. Para pintar o índio da foto, ele conta que pediu autorização apenas ao desabrigado que vivia próximo ao pilar. “Ele me tratou com muito respeito, afinal, eu estava pintando sua ‘casa’”, conta.

Sem educação artística formal, ele teve contato com as artes desde muito novo. Seus dois avôs desenhavam: um era projetista e o outro restaurava igrejas em Minas Gerais. “Além da influência dentro de casa, aprendi muito nas ruas - onde me formei artista”, afirma Felipe. Entre suas referências, estão o grafiteiro londrino Banksy, a escola arquitetônica Bauhaus e as vanguardas modernistas.

 

Felipe acredita que a questão dos direitos autorais é um problema para todos os artistas. “Ninguém quer ficar lutando para não ser copiado, nós queremos fazer arte”, diz. Por isso, KBLO valoriza a atuação da AUTVIS para tirar dúvidas, evitar e encontrar soluções para todos os problemas relacionados à autoria.


Para conhecer outros trabalhos de Felipe, acesse aqui:  GALERIA.
 

Autor: Linhas Comunicação

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