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A identidade das obras de Gabriel Pitan Garcia

 ©GARCIA, Gabriel Pitan / AUTVIS
Sem Título (2014)

 

 

 

Por volta dos 5 anos, enquanto todas as outras crianças brincavam de heróis e bandidos por meio dos livros de literatura infantil, Gabriel Pitan Garcia, filiado à AUTVIS, tinha uma diversão diferente. As histórias que faziam parte de seu universo não traziam superpoderes ou espadas, mas informações sobre tinta, quadros e nomes como Da Vinci. “Lembro que, quando eu era criança, meu pai investia o pouco dinheiro que sobrava em livros infantis sobre grandes artistas. Através deles, com uns 4 ou 5 anos eu já sabia o básico de Da Vinci a Paul Klee, porque ele lia pra mim essas histórias antes de dormir. Acho que foi aí que tudo começou”, conta.

 

 

Desde então, a paixão pela arte só floresceu no mundo de Gabriel. Hoje, aos 20 anos, o paulistano tornou-se um artista completo, com uma arte distinta e marcante. Entre cores, letras e imagens P&B, ele conta que pesquisa e trabalha muito para elaborar suas obras. “Apesar de concordar que às vezes rende melhor em certos dias que em outros, acredito mais no exercício diário do que contar somente com a inspiração”, explica. Ainda assim, confessa que, vez ou outra, revisita alguns clássicos. “Boas referências como de Kooning, Picasso, Bearden, Basquiat (representados pela AUTVIS no Brasil), e Baselitz são sempre bem vindas”, diz.

 


 

©GARCIA, Gabriel Pitan / AUTVIS
Sem Título (2014)

 

 

Entre as técnicas que o artista utiliza estão as tintas acrílicas, o látex e o spray para telas e papéis. “Como meu trabalho contém bastante sobreposição de camadas de tinta, busco usar um material que me dê essa agilidade”, afirma. Empregadas em conjunto ou separadas, criam efeitos impressionantes e obras que transbordam interpretações. “Minha maior preocupação é criar uma identidade própria como artista. Claro que tenho influências, e talvez por isso essa associação com certos movimentos”, pondera.

 

 

Um mundo de interpretações

Para fugir do convencional, Gabriel Pitan opta pelo inquietante encontro entre traços e vocábulos. “Uso palavras, frases e citações para dar suporte à atmosfera que quero passar com o trabalho. É uma ferramenta de auxílio, que alcanço através de motivos distintos. Às vezes me baseio na sonoridade delas, por exemplo”, explica.
Na pintura, o artista alterna entre multicolorido e o P&B. “Acima de tudo, na hora de escolher as cores penso na estética final do trabalho. Tenho tanto telas alegres que são feitas com preto e branco, quanto tristes e multicoloridas”, afirma.

 

©GARCIA, Gabriel Pitan / AUTVIS
Pescadores (2014)

 

 

Com dezenas de obras já prontas, o artista consegue escolher as suas favoritas que, inclusive, farão parte de 46ª Anual de Artes da FAAP, que acontece de novembro deste ano até fevereiro de 2015. “Trata-se de uma série de dois cavalos que fiz na metade desse ano. São telas bem grandes (1,70 de altura por 2,80 de largura cada), iniciadas como um objetivo experimental, mas que, além do processo em si, chegaram a um resultado muito bacana. Estou bastante ansioso para ver como serão recebidas”.

 

Enquanto aguarda a aclamação pública, Gabriel ressalta a importância de sua relação com a AUTVIS. “Com esse suporte, me sinto protegido e seguro em relação às minhas obras. Para um artista jovem como eu, é muito bacana saber que tem uma equipe me ajudando a cuidar do meu trabalho”, finaliza.

 

 

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Autor: Linhas Comunicação

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