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CÍCERO DIAS - Eu vi o mundo... ele começava no Recife

© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Eu vi o mundo...e ele começava no Recife, déc.20
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O filiado da AUTVIS, pintor, gravador, desenhista, ilustrador, cenógrafo e professor, CÍCERO DIAS pintou a realidade do Nordeste pelo mundo.

 

Nascido em 1907, na cidade de Escada, no Pernambuco, Cícero Dias começou a pintar com temas e técnicas simples, e tinha como resultado uma grande complexidade. 

O artista inicia sua carreira produzindo aquarelas representando sonhos e personagens, em escala diferente das paisagens na década de 20.

 


O painel de 15 metros “Eu vi o mundo... ele começava no Recife”, feita pelo artista entre 1926 e 1929, causou escândalo por retratar mulheres nuas, muito ousadas para aquele tempo, quando exibido ao público pela primeira vez, no Salão Revolucionário em 1.931.
Este trabalho voltou a ser exibido somente em 1965, na 8ª Bienal em São Paulo. Hoje, o painel é considerado sua obra prima e uma das mais importantes da história da arte do país.

 

 

Na década de 30 o artista teve que sair do Brasil em 1937, fugindo da Ditadura de Vargas, e firmou residência em Paris, onde conheceu Fernand Léger e Henri Matisse e tornando-se amigo de Pablo Picasso, todos representados pela AUTVIS. Na cidade Pariense suas exposições foram muito elogiadas.

 

© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Sans titre, décade de 1930

 

 

Com a Segunda Guerra Mundial, Cícero se tornou um simpatizante ferrenho da democracia, lutando contra toda e qualquer forma de totalitarismo, que o levou à prisão em 1942, junto a outros brasileiros - entre eles Guimarães Rosa - e levado a Baden-Baden, na Alemanha.


Livre da cadeia, o pintor foi enviado a Portugal. Instalou-se em Lisboa, e se casou com Raymonde. A partir de 1943, em Portugal, faz pesquisas sobre a cultura brasileira e portuguesa e estuda pintura, escultura e arquitetura, Nesse tempo pinta quadros com motivos vegetais como Melancia, 1940.

 

© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Melancia, 1940



 

Em seguida, parte do gênero da natureza-morta, trabalhando com o ilusionismo, e, outras obras revelam o impacto causado pelo quadro Guernica, de Picasso, como “Mulher Sentada com Espelho”, ou “Duas Figuras”.

 

 

© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Mulher sentada com o espelho, 1940

 

 

Entre as décadas de 50 e 60, o artista passou de quadros abstratos, com muitas formas geométricas e atenção a cores que evocam da natureza nordestina retornando à pintura figurativa, com mulheres, folhagens, e constante presença do mar.

 

© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Sans titre, 1960-1969



Em 1970, foram realizadas mostras individuais no Recife, Rio de Janeiro e em São Paulo do artista e em 1980 foram instalados dois painéis no hall central da Casa da Cultura, no Recife, que representam as Revoluções Pernambucanas.


 

A Estação Brigadeiro do Metrô de São Paulo, em 1.991 recebeu o painel abstrato-geométrico ‘Cores e formas’ de 20 metros.

O artista por meio de pintura a revólver sobre lajotas de cerâmica de 0,50 m x 0,50 m cada pintou uma série de elementos geométricos de traços retos (quadriláteros e polígonos) de diferentes cores. A disposição deles sobre um grande plano branco não segue um rigor matemático – ao contrário, remete a certa aleatoriedade. Eles têm posições livres, indefinidas.


 

 

Localizado no coração do Recife Antigo, a Praça Rio Branco, mais conhecida como Praça do Marco Zero, no ano 2000, no centro da praça Cícero Dias inaugura uma rosa-dos-ventos com cerca de 40 m², formada por pedras de quartzo e granito com pigmentação colorida, misturando elementos subjetivos, geométricos e astrológicos.

 

Em fevereiro de 2002, esteve novamente no Recife para o lançamento do livro “Cícero Dias - Uma Vida pela Pintura” sobre sua trajetória artística e . fez uma exposição em São Paulo, na Galeria Portal.

 

Cícero Dias faleceu em sua residência em Paris, em 2003, cercado por sua esposa Raymonde, sua filha Sylvia e seus dois netos. 

 

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© DIAS, CÍCERO / AUTVIS, 2015
Sem título, 1988

Autor: Fabiana Garreta e Nova RS - Bárbara Medeiros

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