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ROBÉRIO BRAGA

© BRAGA, ROBÉRIO / AUTVIS, 2016
Luz Negra




Ao manter seu estilo clássico com fotografias em preto e branco, Robério trabalha atualmente no projeto “Tranças Afrodescendentes”. Na entrevista abaixo, ele fala sobre sua mostra Luz Negra, obras, viagens, experiências e ressalta a importância de ser filiado da AUTVIS.

 


AUTVIS
: Quando você percebeu que queria seguir uma carreira como fotógrafo?
Robério Braga: Comecei quando tinha 15 anos. Na verdade, queria ser pintor, como o meu avô. Dos 10 aos 15 anos, eu tentei. Mas não saia nada. Aos 15, tirei minha primeira foto com uma câmera de um amigo. Capturei a imagem de um gafanhoto.


AUTVIS: Você viajou à África para produzir as fotos da exposição “Luz Negra”. Como foi essa experiência?
Robério Braga: Fui para a Tanzânia e para o Quênia. O interessante é que eu sou baiano, e de certa forma parecia que eu estava visitando uma Bahia que eu não conhecia. Nós achamos que conhecemos a África e sua cultura, mas só temos acesso ao pedaço que veio ao Brasil. O Quênia, por exemplo, tem muita influência da Índia, do mundo árabe e da cultura muçulmana. Foi mais uma viagem dentro de mim do que na África.



© BRAGA, ROBÉRIO / AUTVIS, 2016
Luz Negra


AUTVIS
: Por que você escolheu deixar as imagens em preto e branco e trabalhar com a luz?
Robério Braga: O preto e branco é o meu DNA. Venho da fotografia P&B clássica. Meu primeiro mestre era um clássico norte-americano. O segundo, um francês. Minha fotografia não é moderna e acho que o P&B combina com ela. Não consigo me enxergar realizando uma exposição com fotos coloridas. Acredito que o preto e o branco são a essência e a alma da imagem. O objetivo é buscar simplicidade. O simples é bonito e sofisticado.



AUTVIS: As obras da “Luz Negra” foram exibidas no Museu de Imagem e Som (MIS) durante o projeto “Maio Fotografia no MIS 2014”. O que isso representa para você?
Robério Braga: Foi muito importante para mim. Mais de 10 mil pessoas passaram por lá. É uma oportunidade de grande alcance. Fotos ficam em museus. Tenho inveja de obras que podem ir a praças, por exemplo, e serem vistas por várias pessoas. Durante a exposição, o Joseph Koudelka me chamou de canto e falou que gostou muito das minhas fotos. Fiquei muito feliz. Também é muito bacana porque é um momento de superação, você viaja sem ter certeza de que todo aquele investimento vai dar certo.



© BRAGA, ROBÉRIO / AUTVIS, 2016
Luz Negra



AUTVIS: O que é o projeto “Tranças Afrodescendentes”?
Robério Braga: É o meu próximo projeto. Ele fica dentro da mesma temática e estilo do “Luz Negra”, mas agora acontece na Bahia. A trança é uma manifestação muito forte e tem significados tribais na África, como a da noiva, do guerreiro, da criança e por aí vai. Hoje, ela já não tem essa conotação no Brasil. Os modelos de tranças agora contam com uma influência nacional. Minha proposta é valorizar esse tema e buscar a beleza dessa cultura maravilhosa. Também quero fazer uma intervenção que vai além da fotografia. As imagens serão o centro do projeto, mas tenho a ideia de fazer um documentário e um seminário de palestras sobre a respeito do assunto.


AUTVIS: Você se inspira nas obras de outros artistas?
Robério Braga: Me inspiro no meu avô. Ele pintava marinheiros na Bahia com muita técnica e uma vibração artística muito forte. Comecei a fotografar por causa dele.


AUTVIS: Como é a sua relação com a AUTVIS e qual é a importância da proteção dos seus direitos autorais?
Robério Braga: É muito interessante ter uma instituição desse tipo para me orientar. Hoje em dia, as imagens correm o mundo com muita facilidade graças à internet. Uma das coisas que me chamou a atenção é que a AUTVIS cuida de muitos artistas bacanas. Meu objetivo é aprender como devo cuidar dos meus direitos autorais de uma forma educada e construtiva.


AUTVIS: Quais são as expectativas para o futuro da sua carreira artística?
Robério Braga: Pisar cada vez mais fundo na fotografia!



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Autor: Beatriz Vaccari - Agência Entre Aspas

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