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Galeria paulistana recebe mais de 40 obras do artista veterano Vilaró

Telas de cores quentes, com referências que lembram o cubismo, caracterizam "parte" da produção do uruguaio Carlos Páez Vilaró que está na galeria Bia Doria (região oeste da capital paulista) até o dia 29.

"Parte" porque o uruguaio de 86 anos, sendo 60 dedicados à arte, não restringe seu trabalho a uma só área ou a uma única técnica. Autodidata, Vilaró é também escultor, pintor, ceramista e arquiteto. Em seu currículo, acumula ainda murais e esculturas que são famosos em seu país natal e também fora dele, como a Capela de San Isidro, que fica em Buenos Aires.

De sua produção, destaca-se a Casapueblo, que se tornou ponto turístico em Punta Ballena, cidade que fica perto de Punta del Este. A casa foi feita pelo artista e era sua residência de verão. Com o tempo, recebeu uma galeria de arte, um museu, um hotel e outras construções ao redor.

Vilaró começou sua trajetória nas artes em 1939. No final dos anos 1940, ele se dedicou ao estudo da cultura afro-uruguaia, interessando-se pelas danças e músicas candombé e comparsa. O envolvimento foi tamanho, que ele passou a incentivar e dirigir o movimento folclórico.

Seu interesse se dissipou ainda em países onde a negritude teve presença marcante. Além de Senegal, Congo, Haiti, Nigéria, ele também visitou o Brasil.

Galeria Bia Doria - al. Gabriel Monteiro da Silva, 1.802, Jardim América, reigão oeste, São Paulo, SP. Tel.: 0/xx/11/3063-0572. Seg. a sex.: 9h às 19h. Sáb.: 10h às 14h. Grátis. Até 29/11. Classificação etária: livre.

Fonte: http://guia.uol.com.br/exposicoes/ult10048u652296.shtml

Autor: Folha Online

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